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Santana Lopes questiona escolha pelo PAN cuja deputada disse "ofensas gravíssimas" a Católicos e Cristãos

O antigo líder do PSD e ex-primeiro-ministro Pedro Santana Lopes questiona, hoje, num artigo de opinião no jornal Correio da Manhã, sobre a escolha de Mónica Freitas, deputada eleita pelo PAN nas legislativas regionais do passado dia 24 de Setembro, para garante da maioria parlamentar da coligação PSD/CDS. Isto porque, para o político não se entende que a jovem tenha proferido "ofensas gravíssimas" aos Católicos e Cristãos e, mesmo assim, isso não foi razão para outra opção de Miguel Albuquerque.

Na sua coluna 'Lado Lunar', o actual presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, começa por referir que as eleições de domingo último "criaram várias situações complexas", nomeadamente "constata-se que houve uma preocupação em resolver tudo rapidamente, mas como o povo costuma dizer a pressa é normalmente má conselheira e pelos vistos aqui também foi".

Aventando o quase caso da escolha do Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, que nos últimos quatro anos foi ocupado pelo centrista José Manuel Rodrigues, salientando Santana Lopes que "ao que parece, entretanto resolvida", logo na noite eleitoral, já com a certeza de que não haveria maioria absoluta "tentou-se logo, pelo que se sabe, fechar o acordo. E foi fechado com o PAN, tendo suscitado polémica" a escola entre estes e a Iniciativa Liberal, "mas a escolha de Miguel Albuquerque, foi a que se sabe", deixa antever discordância pela escolha.

A certeza desse 'torcer de nariz' vem logo a seguir: "Só que, entretanto, foram divulgados vídeos nas redes sociais - que deram a conhecer, posições ou ações da deputada do PAN que são manifestamente ofensivas dos sentimentos e das crenças de uma larga faixa da população portuguesa e, portanto, também madeirense. Seguramente que há liberdade de pensamento, há liberdade de expressão, há tudo o que quiserem. Mas também há limites para tudo. E se os que professam outras religiões se consideram por vezes ofendidos com determinados escritos e determinadas afirmações, o que dizer das ofensas gravíssimas para os Católicos e Cristãos em geral do que aparece  no podcast que é também responsabilidade da dita pessoa agora eleita deputada do PAN?"

Santana Lopes vai mais longe e aponta aios eleitores social-democratas e centristas. "Com toda a franqueza, se a generalidade dos eleitores do PSD e do CDS virem esses vídeos eu não sei qual será a reacção. E essas atitudes não podem ser ocultadas nem pela liderança regional PSD nem pela direcção nacional", apontando directamente a Miguel Albuquerque e a Luís Montenegro, respectivamente.

Termina, lembrando que "isto hoje em dia está tudo do avesso e o mundo funciona com muito poucas regras, mas como digo e repito tudo tem limites, é intolerável", precisamente o título do artigo, que seja a agora deputada Mónica Freitas "que fez o que fez e que disse o que está nesse podcast, que seja essa pessoa" a "funcionar como garante da governação da Madeira pela coligação 'Somos Madeira'. Ou então, isto passou das marcas e tudo tem que ser posto em causa", termina.