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Pedro Henriques e a expulsão no clássico: “Excelente decisão”

Lance que pressupunha clara oportunidade de golo, a envolver Fábio Cardoso e David Neres, deixou o FC Porto em inferioridade numérica no Estádio da Luz.

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O lance que ditou a expulsão de Fábio Cardoso EPA/RODRIGO ANTUNES

O lance que ditou a expulsão de Fábio Cardoso, aos 18', marcou o clássico entre Benfica e FC Porto, deixando os "dragões" em inferioridade numérica até ao final do encontro, que terminou com triunfo dos "encarnados" (1-0). Pedro Henriques, ex-árbitro e especialista de arbitragem, analisou a jogada e a decisão de João Pinheiro.

"Livre directo e cartão vermelho, excelente decisão. O Fábio Cardoso estica a perna esquerda e toca na bola, mas depois vai em deslize, levanta a perna direita e ao levantar a perna acaba por varrer as pernas de Neres, portanto, há falta. A partir do momento em que há falta, a questão que se coloca é a lei 12, faltas e incorrecções, página 112, uma coisa chamada clara oportunidade de golo", começou por explicar, em declarações à RTP3.

"São quatro os factores para que uma clara oportunidade de golo se transforme em cartão vermelho. Se o jogador tem a possibilidade de controlar a bola e Neres tinha a bola em seu poder; a direcção da jogada, portanto, vai na direcção da baliza; a distância - e eu relembro que cada faixa verde clara ou verde escura são cerca de seis metros e o Neres está a duas faixas da entrada da área, cerca de 12 metros; e o quarto factor, que é: qual é a possibilidade de outros jogadores poderem, na distância que falta percorrer, intervir em tempo útil? E o que nós vemos é que vem um jogador nas costas, na zona central, que está seis metros atrás, e olhando para a imagem e para a distância que faltava percorrer, temos de perceber se podia intervir, e, de acordo com a lei, não pode intervir".

Aos 29', registou-se um outro lance digno de análise, quando Taremi surgiu na área do Benfica e Trubin, guarda-redes ucraniano, interceptou a bola antes de um contacto com o avançado do FC Porto. Pedro Henriques é taxativo: "Não há motivo para pontapé de penálti. É um facto que Taremi toca na bola com o pé, adiantando a bola, e Trubin com a luva esquerda corta a bola. Depois, a projecção que Taremi faz para a frente, acabando por se desequilibrar, não é fruto de qualquer falta. Trubin toca na bola e Taremi, fruto do movimento que leva e da velocidade, acaba por cair. Acaba até por ser mais Taremi a projectar-se para cima do guarda-redes".