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Marinha desenvolve projecto conjunto com Países Baixos de sistemas não tripulados

A Marinha Portuguesa, através da Célula de Inovação e Experimentação Operacional de Sistemas Não Tripulados (CEOV), está a desenvolver um projecto conjunto que visa atestar a interoperabilidade entre veículos não tripulados em parceria com o Ministério da Defesa dos Países Baixos, representado pelo Military Innovation by Doing (MIND).

Num ambiente onde os drones estão cada vez mais presentes, torna-se fundamental que exista comunicação, partilha de informação e controlo entre os diferentes veículos.  

O Dikietoy é um veículo terrestre não tripulado (UGV) desenvolvido pela CEOV, capaz de realizar variadas missões tais como vigilância e reconhecimento, entre outras. O objetivo do projeto passa por atingir a interoperabilidade entre veículos, permitindo que o MIND possa controlar os veículos da CEOV à distância em real time, podendo mesmo ser controlado a partir da sua sede, nos Países Baixos, e vice-versa.

Para que tal aconteça torna-se necessário que ambos os sistemas partilhem um protocolo de comunicação mútuo, sendo fundamental a existência de um software que traduza ambos os protocolos. O C.A.R.V.A.L.H.O. é um software desenvolvido pela CEOV com o objetivo de permitir a partilha de dados, controlo e sensores dos veículos não tripulados de diferentes entidades militares e civis dos países aliados NATO.

O REPMUS 2023 foi o exercício ideal para testar a primeira fase, onde a equipa do MIND controlou com sucesso o Dikietoy remotamente, através da sua própria estação de controlo. Neste exercício esteve também presente o Spot, um cão robot pertencente ao Ministério da Defesa dos Países Baixos, produzido pela Boston Dynamics. A segunda fase do projeto encontra-se em experimentação final, onde a equipa da CEOV irá controlar um sistema não tripulado da MIND.  

Este projeto é um marco importante para a interoperabilidade entre veículos não tripulados das forças armadas dos dois países aliados, permitindo a partilha de controlo dos seus sistemas remotamente. Esta partilha de controlo é inovadora pois alarga vastamente as possibilidades de operação em missões conjuntas entre os respetivos sistemas não tripulados.