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Chega afirma que será "travão à onda de esquerda"

O líder do Chega-Madeira assume o compromisso de lutar contra a “onda de Esquerda” que, a seu ver, quer tomar conta da sociedade madeirense, defendendo, “até a exaustão” o bem-estar e a dignidade dos cidadãos. Miguel Castro, através de comunicado, afirma que o partido será "um travão à infiltração da Esquerda fundamentalista na sociedade e às mudanças radicais que, com o conluio do PSD, a mesma quer promover na nossa vida, na nossa forma de ser e nas nossas tradições".

Num documento enviado à comunicação social, lança duras críticas ao acordo de governação PSD-CDS e PAN, indicando que este é "um sinal claro de que a política regional está cada vez mais rendida às tendências socialistas que têm inundando o país de pobreza, corrupção e debates públicos centrados em temas ditos fracturantes, que em nada contribuem para o bem-estar do cidadão".

"Como se não bastassem as semelhanças entre as políticas de António Costa e as de Miguel Albuquerque, temos agora a sustentar o governo regional um partido que foi, tantas vez, parceiro de caminho do PS", afirma o agora deputado eleito pelo Chega.

Miguel Castro indica que, tal como António Costa, também Albuquerque se recusa a garantir mais e melhores rendimentos ao sector primário e recusa-se a reduzir a despesa pública. “O governo de Albuquerque, tal como o de António Costa, não cumpre os seus compromissos com as classes profissionais, tenta, a todo o custo, controlar a comunicação social, lida muito mal com quem pensa de forma diferente e alimenta com compadrio os laços que o unem a certos grupos económicos. São duas faces da mesma moeda, e, como se tudo isto já não bastasse, agora, até anda de mão dada com a Esquerda fundamentalista, tal como António Costa fez quando teve de garantir a sua sobrevivência política", disse.

Por outro lado, lamenta que Miguel Albuquerque tenha "voltado atrás com a palavra dada de que se demitia, caso não tivesse maioria" e que, para isso, tenha trazido para a governação "um partido que já demonstrou que não tem, nem a experiência, nem a capacidade, para contribuir para a mudança que é urgente fazer na sociedade madeirense".

Castro considera que "ao PSD, o PAN não exigiu habitação digna, nem a redução de impostos, nem a eliminação dos monopólios, nem o combate à corrupção, nem melhor Saúde, nem mais respeito para os professores, nem mais respeito pela política e pelas forças de autoridade. Nada disso. O PAN foi mansinho, foi presa fácil, foi ingénuo e veio por, acima do bem-estar das pessoas, uma agenda fundamentalista que o envergonha e que revolta os cidadãos".

O líder do Chega-Madeira convida os madeirenses olhar bem para a postura do PAN e a retirar as devidas conclusões quanto às intenções desse partido. “Para este partido, não existe pobreza, não existe toxicodependência, não existem famílias a lutar por uma vida digna, não existe uma Saúde cheia de problemas ou uma Educação desgastada, não existem trabalhadores a serem explorados, não existe corrupção, não existe compadrio. Para este partido, o que é mesmo uma prioridade são as vacinas grátis para os animais (pagas por todos nós), perseguir os agricultores como se fossem criminosos, esterilizar animais e uma taxa turística que nem é competência do governo regional, isto para nem falar nos desvaneios opinativos já proferidos pela candidata em vários meios de comunicação", termina.